quinta-feira, 19 de março de 2009

"A Receita"

Houve um tempo em que eu pensava que o amor era um bolo pronto, quente, com recheio de chocolate, qualquer coisa deliciosa e simples que encontramos sobre o café da manhã de um sábado de sol.
Eu pensava que encontraria o meu amor assim, pronto, lindo cheiroso, com um luminoso na testa piscando: "alma gêmea, alma gêmea, alma gêmea". Daríamos as mãos e sairíamos andando juntos, como ficaríamos até o envelhecer.
Eu não contava com dúvidas, medos, questionamentos, muito menos com a -hoje provável -possibilidade de mudar de idéia. Para mim o amor viria pronto para saborear, em caixinha, falaria conforme o script e não deixaria sequer um rastro de confusão ou tristeza na minha cabeça tola.
Antes, não havia a construção do amor. Havia o amor.
Mas eu me enganei.
O amor, se existir, não vem pronto. Se for um bolo de chocolate há de vir os ovos, a farinha o fermento. Com sorte virá uma receita por escrito. Normalmente não...
Ainda assim há de ter paciência para ver o bolo dourar, crescer, assar.
Há de ter sensibilidade para que não passe da hora, atenção para não deixá-lo queimar. E depois disso tudo, esperar esfriar, e ter um pouco de fome para saborear.
O amor, se existir, pode levar anos para estar pronto, uma vida inteira para, talvez, no final, percebermos que não assou, que estragou, que desmanchou no forno. Era pra ser amor, mas queimou, diremos cabisbaixos. Ou então, jovens demais, olharemos ofegantes: Era pra ser amor, mas está cru.
Talvez algumas vezes pareça que está pronto, o bolo. Apetitoso, cheiroso... Porém ao experimentar diremos: Ihh tá com gosto de farinha, mas era pra ser amor.
Ou então acontece de o bolo sair bom, tiramos uma garfada e vibramos satisfeitos: Achei! - Mas daí, quando vamos desenfornar, o bolo desmancha. Você fica lá, tentado juntar, ajeitar, mas o que era pra ser amor, está em pedaços....
Ah talvez por isso percamos a fome, nos cansamos e nos contentamos com qualquer coisa mais ou menos, sem recheio, sem gosto, sem açúcar... Eu, tenho escutado o padeiro dizer: Amor não tem mais não. Se quiser, leva esse aqui...
E lá vou eu carregando a sacolinha do bolo pulmman. Meio velho, frio, sem gosto. É só pra não morrer de fome mesmo...

Será possível viver um relacionamento puro?

Será que vocês conhecem, ou já ouviram boatos de alguém que viveu um relacionamento puro?
Puro é viver sem mentiras, sem máscaras, sem joguinhos. Puro é poder dizer o que pensa sem medo, e fazer a cara que quiser, e se vestir como bem entender.
Eu sempre quis viver um relacionamento assim, e, só agora, percebo que talvez seja impossível.
Numa relação não se pode dizer tudo. Será que não podemos ser nós mesmos pra sempre? E talvez nem mesmo por uns dias?
Tenho ouvido dizer que não. Que a mulher precisa ser forte, porque nós somos as maiores responsáveis: "Se a mulher souber levar, ela ganha o rapaz direitinho" é o que dizem as mais velhas. Pode parecer bom, porém temo que custe caro demais. Pra mim é um preço tão alto ter de ser sempre forte, ter de fingir e forjar por um segundo sequer. E talvez seja por isso que nunca dá certo. Sou honesta ao extremo, sou inteira e, quando acredito, lá se vão as máscaras, fico sem maquiagens, nua e inteira diante do outro.
Ah não pode...
Será?
Vocês aí, será que alguém conhece algum relacionamento onde podemos nos apresentar ao outro de forma verdadeira? "Ei, essa sou eu" diria. "Sou chata e ciumenta, e tenho rinite. Sou alérgica a tudo, menstruo muitos litros de sangue por mês, não gosto dos animais e tenho medo de ficar sozinha pra sempre" Será possível? Não no primeiro dia, talvez nem no primeiro ano. Mas que um dia, quando acontecer, não precisemos esconder. As pessoas ficam juntas por anos, décadas, deveriam poder se mostrar. Elas sentem ciúmes, inseguranças, dores de barriga... Porque não podem dizer???
"Estou com medo. Estou com medo de te perder, porque a Joana parece que gosta de você e meu coração se aperta de pavor quando penso que talvez ela seja melhor do que eu..." Puxa, não podemos dizer isso sem que o outro se sinta poderoso demais né? Será que podemos ser frágeis sem que a fragilidade nos torne fracos?
Minhas mãe diz que não. Muitos dizem que não. Nascemos só e morremos só. Fazemos cocô e xixi sozinhos, não há como ser possível dividir-se sempre, com alguém....
Há algo que deve ser preservado, escondido, ainda que doa. Porque dói um tanto. Engolir seco, sorrir amarelo, estufar o peito, sair andando. Quando queremos nos encolher e chorar, gritar e agarrarmos forte.
Dói, sermos outra, quando queríamos ser nós mesmas. Dói o peso das máscaras, quando o rosto já está cansado.
Dói os aromas artificiais, como as gelatinas coloridas, como o gosto ruim dos chicletes azuis.
Eu não queria um relacionamento com sabor de chiclete azul....eu não queria fandangos...
Mas talvez, talvez se não aceitar esses alimentos, é possível que a fome nunca me seja saciada, e eu venha a morrer de tédio, de fome, de verdades.

Quero um amor!


Quero um amor, de qualquer jeito, de qualquer cor.
Esse amor pode ser alto ou baixo loiro ou moreno,
de nariz grande ou pequeno...
Quero um amor encantado,
sorridente e assanhado.
Ele pode ter cabelo longo, pode ser até curtinho,
pode ter olhos grandes ou pequeninos...

Quero um amor de voz rouca,
de olhar sensual e infernal...
Tem que ser um amor cheio de personalidade,
cheio de encanto e vivacidade...
Procuro um amor descontraído,
louco e atrevido...
Quero um amor infantil, que brinque comigo,
me leve ao delírio e me deixe em perigo.

Quero um amor louco, alucinado,
que não se prenda ao passado...
Preciso de um amor que me encha
de ciúme e depois me cubra de perfumes...

Quero um amor simples ou importante.
Um amor pra fazer comigo bolinhas de sabão,
pegar na minha mão,
sorrir do meu sorriso e acreditar no que digo.

Quero um amor intempestivo, que fuja comigo,
que me lace nos seus braços com seus abraços.
Preciso de um amor estonteante,
daqueles arrepiantes...
um amor que saiba dançar,
cantar e chorar.

Quero um amor, viu?

quinta-feira, 12 de março de 2009

O único que se preocupa com você é você mesmo...


Quando vier me visitar...

traga flores, muitas delas...
Porém, não me traga apenas flores.
Não se esqueça de juntar a elas:
a beleza do seu sorriso,
a ternura do seu olhar,
a força do seu abraço.
o calor dos seus beijos...
Quando vier me visitar, traga flores, muitas delas...
Mas não esqueça de tirar-lhes:
os espinhos que machucam,
as folhas envelhecidas,
os galhos secos,
as dores embutidas...
Quando vier me visitar, traga flores, muitas delas...
Perfumadas, coloridas, alegres:
todas parecidas com você.
Quando vier me visitar, traga você por inteiro...
E as flores?
Nem sei se vai precisar!

( Autor desconhecido )


Mude


Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama...
depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais...
leia outros livros,
Viva outros romances!
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabonete,
outro creme dental...
tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda!

( Edson Marques )

Escada da Vida!

Nossa vida é uma verdadeira escada, onde cada dia que passa, é um degrau que conseguimos subir, um desafio que conseguimos enfrentar, uma vitória alcançada...

Existem pessoas que querem realmente subir essa escada até o fim, mas nem sempre conseguem...Simplesmente são empurradas e tropeçam nos degraus, caem rapidamente, não porque querem e sim por serem vítimas de acidentes, assassinatos, enfim, da violência do dia a dia...

Há ainda, pessoas fracas, que não suportam a pressão da vida em suas cabeças, pessoas que não querem subir a escada até o fim, pensam equivocadamente que se jogando lá do meio, irão encurtar o caminho até o céu...(pobre e fraca alma, que Deus tenha piedade e ajude aos que pensam desta forma...)

O caminho até o céu, nem sempre é florido e fácil de ser alcançado...ele requer muita luta e força de vontade...Cada degrau ultrapassado é uma vitória e o acumulo dessas vitórias, vão nos levar ao topo dessa escada: a escada da vida.

Ter tempo..


Arrume tempo para ser feliz.
é fundamental que você não repare apenas nas flores, mas tenha tempo para cheirar e apreciar suas cores, e principalmente, disponha de tempo para oferecer a alguém.

Arrume tempo para ter paz.
é fundamental que você ouça uma boa música, mas é mais importante ainda, deixar que a música limpe a sua alma, que ela penetre no seu ser e que você viva cada nota.

Arrume tempo para uma viagem.
Pode ser uma viagem curta, ou longa, tudo depende de sua disposição, tempo e dinheiro, mas o mais importante é ter tempo para ler um livro e viajar com os personagens, onde a emoção puder te levar.

Arrume tempo para organizar-se.
É fundamental ter tempo para organizar as suas coisas, mas é fundamental ter um tempo para organizar as suas idéias, seus desejos e reciclar os sonhos. Sonhos parados são como água estagnada, criam bichos e doenças.

Arrume tempo para a família.
É fundamental criar filhos, namorar (mesmo depois de anos de casados), bater papo com os pais, com os irmãos, com os amigos mais próximos, mas é muito importante que você não guarde mágoas, por isso, a conversa ainda é a melhor resposta contra as dúvidas, dores e separações.

Arrume tempo para Deus.
É fundamental contar com Deus. Seja qual for a sua crença, seja qual for a sua religião, sem Deus é impossível ser plenamente feliz. Quanto tempo de sua vida é dedicado a Ele? Quantos minutinhos você dedica a leitura de um salmo, um versículo, uma passagem da Bíblia para meditar e praticar mudanças. Quanto de suas decisões tem a opinião de Deus?

Arrume tempo para o amor.
Ame-se!
Ame muito.
Não se importe com as dores e decepções do amor, mais infeliz é aquele que ainda não viveu um grande amor, e todo amor é grande quando você o torna importante.

Eu acredito em você