terça-feira, 19 de abril de 2011

Momentos..

"Há um amor ...
que nasce não sei onde,
vem não sei como e dói não sei porque..."

(Drummond)


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Simples Assim

Gosto da minha casa.
Gosto das minhas flores: flores lilás, lavandas, hortências e tulipas rosas.
Gosto da cor branca (em tudo agora)...de sentir a paz, o silêncio e o perfume de alecrim.
Gosto de pisar no tapete de pele, sentir o ar gelado entrando pela fresta, usar meias listradas.
Gosto de olhar pela janela as folhas dançando com o vento, a palmeira arranhando meu vidro....
Gosto de sentir o sol da manhã aquecendo meu corpo.... de sentir o cheio de café novo.
Gosto do silêncio da noite, da lua cheia gigante na sala.... da taça de vinho na mão.
Gosto de sentir o conforto, o calor, o amor, as mãos entrelaçadas....
Gosto de misturar temperos, ouvir música francesa.... usar kimono florido.
Gosto de ver como as plantas crescem quando se cuida.... e murcham de repente.
De como a chuva cai sem pedir licença. De como se forma um arco-íris na parede.
Gosto de ver como a vida pode ser simples e surpreendente.
De como a rotina pode ser a mesma e ser diferente.
Gosto de sentir que o amor cresce... gosto de ver quando o olho brilha.
Gosto de sentir a leveza, a liberdade.
Gosto de me sentir assim: em plena Felicidade!
Simples, assim.

(((Carolina Salcides)))

Hoje..

Hoje é um ótimo dia
para desejar que toda a bondade
que existe em seu coração
volte em dobro para você...
Em forma de felicidade.

Em dias lindos.
Então viva cada dia na sua plenitude,
desfrute cada momento.

quinta-feira, 24 de março de 2011

ALICE RUIZ


"Depois que um corpo
comporta outro corpo
Nenhum coração
Suporta o pouco"

ALICE RUIZ

"palmas para tua/minha alma
por pouco eram corpo
e calma".

"rede ao vento
se torce de saudade
sem você dentro".

"por você
eu esperava
por mim não".





vontade de ficar sozinha só
para saber
se você ia ou vinha
quando deixou esse bagaço
no meu peito pedaço
estreito
defeito na mercadoria
do jeito que você queria

QUANTO VALE UM SIM

Você consegue um bom emprego na hora que bem entender?
Você descola um amor do dia para a noite?
Se entrar num banco, sai de lá com um empréstimo sem burocracia?
Se você respondeu sim para todas estas perguntas, parabéns. E fique atento para o horário de partida do seu disco voador, pois a qualquer momento você terá que voltar para o seu planeta.
Entre nós, terrestres, o sim é uma resposta rara. Na maioria das vezes, não há vagas, não querem editar nossos poemas, não temos fiador, a garota não quer ouvir uns discos na sua casa, o garoto não quer usar camisinha e o guarda de trânsito não foi com sua cara e vai multá-lo, sim senhor. Não está fácil pra ninguém.
Ao contrário do que possa parecer, esta não é uma visão pessimista da vida. As coisas são assim, dão certo e dão errado.
Pessimismo é acreditar que ouvir um não seja uma barreira para realizar nossos planos.
Tem gente que fica paralisado diante de um não. Nunca mais vai à luta.
Já o otimista resmunga um pouco e em seguida respira fundo e segue em frente.
Quando eu tinha 17 anos, mandei uns versos para um concurso de poesia. Não ganhei nem menção honrosa. Daí entreguei meus versos para o Mário Quintana avaliar. Ele não respondeu.
Neste meio tempo eu estava apaixonada por um cara que ignorava a minha existência. Quando eu não estava pensando nele, fazia planos de morar sozinha, mas o meu estágio não era remunerado. Aí quis viajar para a Europa, mas não consegui entrar num programa de intercâmbio.
Surpreendentemente, não passou pela cabeça a idéia de me atirar embaixo de um caminhão.
Hoje tenho nove livros publicados (cinco deles de poesia), sou casada com o homem que amo, tenho a profissão dos sonhos e viajo uma vez por ano, e tudo isso sem ganhar na megasena, sem cirurgia plástica, sem pistolão ou pacto com o demônio.
( Marta Medeiros)

Falta de Ar


Há dias que posso passar sem sol, sem luz,
sem pão,
sem tudo enfim...

( Tenho até a impressão de que não preciso de nada...
... nem mesmo de mim...)

Mas há dias, amor... ( e parece mentira)
- nem eu sei explicar o porquê
de tão grande aflição -

em que não posso passar sem Você
um segundo que seja!
- de repente preciso encontrá-la, é preciso que a veja -

- Você é o ar com que respira
meu coração !

(J. G. de Araújo Jorge)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Até quando?


Vivemos num mundo onde o amor é uma raridade.
Onde o carinho é trocado pela ofensa.
Onde a violência nos faz prisioneiros em nossas residências,
enquanto os verdadeiros bandidos estão à solta.
Vivemos num mundo onde roubar,
matar e violentar os direitos humanos,
já virou rotina. Um mundo sem paz,
sem pão, sem vida, sem ação, ou melhor, sem boas ações.
Vivemos num mundo de onde saímos para trabalhar,
beijamos nossos filhos,
sem saber que esse gesto tão comum pode ser um adeus.
Vivemos num mundo que foi corrompido,
mutilado, ferido, e maltratado dia
após dia e como resposta aos desagrados feri,
machuca e maltrata a todos nós.
Vivemos num mundo onde se mata por nada,
onde tudo se torna nada,
onde num instante se destrói uma família apenas para roubar.
Vivemos num mundo onde se tira um
pai de família da convivência dos seus entes
queridos, tira-se o pão da boca de seus filhos,
para roubar-lhe a vida, o carro e o celular,
não sabem esses bandidos que levam junto
consigo não só a vida, mas os sonhos, as esperanças,
e tudo aquilo que o cidadão lutou para conquistar.
Até quando esse mundo sem amor, com tanta dor,
vai durar?
Até quando a violência será nosso algoz?
Fazendo de nós seus prisioneiros, reféns da vida, da dor e da morte.
Até quando viveremos neste mundo sem paz, sem amor,
sem pão, sem luz, sem esperanças e sem vida?
A cada dia uma nova ferida, uma nova dor...
A cada vez que se assassina um pai de
família mata-se também a esperança,
a dignidade, a vontade de lutar. Até quando?
Até quando as lágrimas irão destruir os sorrisos,
a dor vai substituir o amor, até quando a morte nos roubará a vida?
Vivemos num mundo onde a violência é
predominante, onde o silêncio sufoca
os justos e deixa livres os assaltantes.