quinta-feira, 13 de novembro de 2008

VENHA LOGO


Eu tenho procurado por você faz tanto tempo... acho que tenho procurado por você por toda a minha vida. Não sei que fim levou você, ou em que planeta se escondeu, porque eu sei que você existe e que está do mesmo jeito que eu, buscando por mim sem saber direito que existo e que estou aqui, esperando por você. Só que de repente fiquei cansada e desisti de aceitar da vida o que ela tinha pra me oferecer, e por causa disso os últimos anos foram muito difíceis, e agora parece que acordei de repente e quando olhei em volta percebi que o mundo havia se desabitado de verdade, e as pessoas estavam cada vez com mais e mais pressa de passar e não deixar marcas e não consegui mais contato com ninguém que se aventurasse a ir além de arranhar a superfície pra procurar através daquilo que parece e não é. Já tenho cinqüenta anos agora e ainda estou à sua procura, e se passar mais outro tanto sem você chegar juro que vou enlouquecer, e é por isso preciso que você venha logo, entende, pra gente tentar ser feliz enquanto é possível respirar, pra que a gente possa caminhar por aí dividindo alguns sonhos, e ainda que não tenha muitos eu prometo que ajudo a sonhar os seus porque nesse tempo de esperar por você nem tenho mais dado conta de ter meus próprios sonhos. Eu sei como você é e que gosta de madrugada e de dia de sol, e também que não vai se importar se vez por outra eu falar baixinho pedindo que me dê a mão para eu poder dormir porque preciso me sentir amparada no meu sono, e que nem vai se incomodar de ser muito amado, nem se sentir desconfortável quando eu disser "eu te amo" mais do que é permitido no manual da boa moça, porque afinal não sou nem boa nem moça... sou uma mulher querendo muito dizer eu te amo pra você. Quero mesmo é respirar e sentir o seu hálito quente em meu rosto, e seus dedos alisando de mansinho as rugas que se formarem em volta dos meus olhos quando eu sorrir dizendo bom dia porque sei que o dia que começar com sua cabeça no travesseiro ao lado com certeza só poderá ser bom, infinitamente melhor que os dias em que acordo e amontôo os travesseiros para que a cama não pareça assustadoramente vazia como tem parecido nestes últimos anos. Ah, e quero rir... e rir de qualquer bobagem que seja, porque houve um tempo em que meu riso tinha um valor imensurável e fazia parte do meu charme, e eu sei que em algum lugar de mim ele ainda existe, à espera de espaço para fluir e se fazer presente... quero sair de dentro de mim sem medo de não ser aceita, nem compreendida, porque quando você conhecer a mim vai me amar do mesmo jeito que eu vou amar você. E então meu riso vai brotar de dentro de mim pra você. Eu fico aqui pensando que você deve ter se cansado de me procurar e ficou assim que nem eu, perdido nesse marasmo, mas ainda tem jeito de você chegar porque afinal, ambos estão tanto tempo à procura um do outro mesmo, que nada melhor que nos encontremos de uma vez. Então desce desse planeta quase extinto e vê se chega pro café da tarde, mas não espere que tenha bolo de fubá na mesa porque preciso confessar a você que não sei cozinhar, nem fiar, nem bordar, nem fazer essas coisas todas que ensinaram a você que as moças prendadas faziam. Por outro lado, tenho cá meus encantos, faço um silêncio pra lá de especial, sei caminhar macio e parecer invisível quando necessário e também adoro jornal espalhado pela casa, ainda que dividido em seções possa parecer mais civilizado. E farelos: sou doida por farelos por todos os lados e não dou a mínima se tiver roupa atirada por aí, conquanto você aqueça meus pés nas noites frias de inverno. Pensando bem, preciso também dizer a você que nestes anos em que está demorando pra chegar adquiri alguns hábitos não muito saudáveis, como por exemplo comer fora de hora e nunca à mesa, e de dormir tarde e acordar mais tarde ainda... mas tenho certeza que podemos ajustar nossos relógios e encostar nosso tempo de ser feliz e eu até prometo abrir mão dos farelos se você precisar dormir num lençol impecavelmente esticado; e embora odeie futebol prometo nunca perguntar que graça tem vinte e dois bonequinhos correndo atrás de uma bola porque nessa hora vou estar na cozinha vigiando o microondas estourar pipocas pra você. Não sei porque você ainda não despencou dessa árvore onde pendurou sua desesperança, mas eu torço que você esteja escorregando dela e que caia direto nos meus braços abertos à sua espera porque aí nós vamos poder dançar descalços pela vida por um bom tempo ainda, pois o amor rejuvenesce e revigora a gente; e afinal, que importa se nossas idades somadas perfazem mais de um século se há toda uma eternidade à nossa espera? Eu sei que você existe e que está apenas esperando que eu lance à sua praia a garrafa com o fatídico bilhete amarelado pelo tempo dizendo venha me buscar! mas acho que você também perdeu a esperança porque tenho mandado meu navio atracar seu porto todos os dias e você nunca está na beira da praia... Tem outra coisa que preciso lhe contar: é que meus cabelos agora estão brancos, e eu os pinto pra disfarçar, mas daí fico pensando que não deve ter lá tanta importância porque com certeza se você tiver os seus ainda serão brancos também; e isto me faz lembrar que se por acaso você tomou cerveja demais ao longo da vida eu não vou me incomodar que isto tenha lhe dado barriga desde que você não se importe que eu não possa mais andar de mini-saia. Ah, tem coisa à beça que quero lhe contar desse tempo de esperar por você, mas prefiro que seja baixinho no seu ouvido, porque alguns pecadinhos ditos em voz alta podem parecer maiores; por outro lado a gente pode fazer um pacto de silêncio e começar tudo outra vez, e criar um tempo novo onde sejamos apenas eu e você e mais nada. Agora, eu acho que fotografias de netos vão acabar aparecendo de um jeito ou de outro, e nesse caso é bom que você saiba que embora avó, tenho muito da menina que você tem procurado pela vida afora. Ainda tem luzes nos meus olhos, minha boca continua macia, e eu sinto que quando você me tocar as sensações da adolescência e da primeira vez vão estar todas ali do jeito que você espera. Olha eu aqui. Mesmo que eu não seja exatamente como você me criou em sua imaginação, quero que compreenda que passaram anos desde que você começou a me procurar. Por isso, procure enxergar além de mim mesma, através da roupa que me veste, do corpo que me cobre a alma, e descubra a mim, aquela que sou na minha essência e que tem estado todo esse tempo à sua espera. Ah, esqueci de lhe dizer uma última coisa: pode chegar a qualquer hora, viu, porque qualquer hora é hora de chegar e você vai ser muito bem-vindo quando finalmente abrir a porta e habitar meu mundo e nossas solidões puderem se alisar até se diluírem no calor do nosso abraço e depois disto nunca mais seremos sós. E ficaremos finalmente em paz.


( Maria Tereza Albani )




(Texto retirado da Net)
'Eu aprendi...que sempre posso
fazer uma prece por alguém quando
não tenho força para ajudá-lo de alguma
outra forma'.

(William Shakespeare )


Carta de um homem a todas as mulheres


- Não importa o quanto pesa.
É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.

Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim.
Nossa avaliação é visual.

Isso quer dizer, se tem forma de guitarra.... Está bem.
Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas.

As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas...
Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo.

As muito magrinhas que desfilam nas passarelas seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays, e odeiam as mulheres, e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas, e agridem o corpo que eles odeiam, porque não podem tê-los.

Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade. A elegância e o bom trato são equivalentes a mil viagras.

A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem!

Para andar de cara lavada, basta a nossa.
Os cabelos,quanto mais tratados, melhor.

As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas. Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco?

Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras, e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão, e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas é como ter o melhor sofá embalado no sótão.

É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulímica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática tranqüila e cheia de saúde.

Entendam de uma vez! Trate de agradar a nós, e não a vocês, porque nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher.

Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda.

As jovens são lindas... mas as de 30 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por Karina Mazzocco, Eva Longaria, Angelina Jolie ou Demi Moore, somos capazes de atravessar o Atlântico a nado. O corpo muda... cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas, que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18.

Entretanto,uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento, ou está se auto-destruindo.

Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio, e sabem controlar sua natural tendência à culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes); quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se sabota e não sofre); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.

Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol', nem em spa... viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe.

É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.

Cuidem-no!

Cuidem-se! Amem-se!

A beleza é tudo isto. Tudo junto!

Assinado: UM HOMEM

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

"Sinto-me como um HOJE invadido por AMANHÃS "

"Esta noite um alfabeto amanheceu junto a mim: vinte e cinco letras, todas misturadas entre si, foram descendo uma a uma em minha cama.Elas nasceram e viveram esta noite aqui comigo.Vinte e cinco letras sairam da minha cabeça de sonhos por um fio de cabelo.A letra S foi a primeira que saiu,e depois as outras todas foram saindo com seu brilho interminável,numa espécie de marcha gloriosa de uma literatura de audazes.E foram então se multiplicando com alguma regularidade fantástica, pois havia uma inteligência linda sustentando todas elas nos meus sonhos, e elas cromossomos de si mesmas, já continham as palavras que seriam ao sair. A primeira foi SONHO , e a segunda foi AMOR, a terceira LIBERDADE , aquarta VENTO, depois PRAZER FILOSOFIA , PECADO...E elas foram todas assim se sucedendo e se construindo de forma natural.Palavras simples e complexas,versos delicados, milhares de substantivos caindo ao meu lado, adjetivos dançando uma dança de loucuras, predicados ,advérbios e pronomes,todos dançando um balê de gostosuras.Palavras,palavras, palavras...
Quando acordei, a aurora já existia ,e eu estava inundado de palavras.Então as amei, uma por uma , todas."


"Sinto-me como um HOJE invadido por AMANHÃS "


Edson Marques-Manual da Separação
Volume II
Página128



Não...não vou!!!

Não! não vou te dizer
que trago comigo
a poção mágica dos deuses e dos magos,
que pode colorir tua vida ,
com fantasias e alegorias
que a realidade precisa
para ser atendida.
Não! não vou
te
tocar em demasia ,
e mexer neste gozo contido
de quem tem sofrido a
solidão das flores raras,
acariciadas somente pela brisa
vazia de um polén precioso.
Não! não vou
dizer
que sou teu polén...
Não vou
entrar...
no teu caminho e interferir
na liberdade de teus passos...
vou esperar que
a própria liberdade,
te traga para onde eu estiver,
e então se for cantos
ou cantadas
de um jeito bem simples,
vou arrumar uma maneira
de dizer que
te amo!
( autor desconhecido)


Até quando?

Vivemos num mundo onde o amor é uma raridade.
Onde o carinho é trocado pela ofensa.
Onde a violência nos faz prisioneiros em nossas residências, enquanto os verdadeiros bandidos estão à solta.

Vivemos num mundo onde roubar, matar e violentar os direitos humanos, já virou rotina.
Um mundo sem paz, sem pão, sem vida, sem ação, ou melhor, sem boas ações.

Vivemos num mundo de onde saímos para trabalhar, beijamos nossos filhos, sem saber que esse gesto tão comum pode ser um adeus.
Vivemos num mundo que foi corrompido, mutilado, ferido, e maltratado dia após dia e como resposta aos desagrados feri, machuca e maltrata a todos nós.

Vivemos num mundo onde se mata por nada, onde tudo se torna nada, onde num instante se destrói uma família apenas para roubar.
Vivemos num mundo onde se tira um pai de família da convivência dos seus entes queridos, tira-se o pão da boca de seus filhos, para roubar-lhe a vida, o carro e o celular, não sabem esses bandidos que levam junto consigo não só a vida, mas os sonhos, as esperanças, e tudo aquilo que o cidadão lutou para conquistar.

Até quando esse mundo sem amor, com tanta dor, vai durar?
Até quando a violência será nosso algoz? Fazendo de nós seus prisioneiros, reféns da vida, da dor e da morte.

Até quando viveremos neste mundo sem paz, sem amor, sem pão, sem luz, sem esperanças e sem vida?

A cada dia uma nova ferida, uma nova dor...
A cada vez que se assassina um pai de família mata-se também a esperança, a dignidade, a vontade de lutar.

Até quando?

Até quando as lágrimas irão destruir os sorrisos, a dor vai substituir o amor, até quando a morte nos roubará a vida?

Vivemos num mundo onde a violência é predominante, onde o silêncio sufoca os justos e deixa livres os assaltantes.




domingo, 9 de novembro de 2008

"Vida Vívida"


Quem disse que sou um covarde
Sucumbindo ante as dificuldades?
Quem disse que sou corpo feito de alimentos?
A Vida não é figura de cera, não é figura de gesso.
Eu sou ciclone, sou furacão, sou redemoinho.
Eu transformo o ambiente, como se dobrasse um arame,
No aspecto que eu desejo.
Eu sou uno com a poderosa força
Que criou o Universo.
Eu sou a própria energia
Que da atmosfera faz o relâmpago,
Que transforma os raios solares em arco-íris,
Que faz eclodir do negro solo as rubras flores,
Que faz explodir os vulcões.
E que criou o sistema solar a partir da nebulosa.
Que é ambiente?
Que é destino?
Na hora exata, quando eu quiser,
Eu me liberto do mais triste destino
Como o peixe que se esgueira pelas fendas.
Não sou ferro,
Não sou argila,
Sou Vida.
Sou energia viva.
Não sou matéria inerte
Moldado pela situação
Ou pelo destino.
Eu sou como o ar:
Quanto mais comprimido for,
Mais força manifesto.
Tal como a bomba explode a rocha.
Eu sou Vida que,
No momento certo,
Rompe impetuosamente a situação ou destino.
Sou também como a água.
Nenhuma barreira poderá represar-me.
Se barrarem a minha passagem
Colocando grandes pedras no meu leito,
Converter-me-ei em torrente, cachoeira,
E saltarei impetuosamente.
Se me fecharem todas as saídas,
Eu me infiltrarei no subsolo.
Permanecerei oculto por algum tempo,
Mas não tardarei a reaparecer.
Em breve estarei jorrando
Através de fontes cristalinas
Para saciar deliciosamente a sede dos transeuntes.
Se me impedirem também de penetrar no subsolo
Eu me transformarei em vapor,
Formarei nuvens e cobrirei o céu.
E, chegando a hora,
Atrairei furacão, provocarei relâmpagos e trovões,
Desabarei torrencialmente, inundarei e romperei
Quaisquer diques e serei finalmente um grande oceano."


(Masaharu Taniguchi)

CÂNCER

(21 de junho a 20 de julho)

"Agarra-te à tua intuição,
companheiro que nasceste
seduzido pela Lua
que altera tua vida
com impulsos inumeráveis
e te converte tantas vezes
em um ser extravagante
e incompreendido pelos outros.
Pois eu te compreendo tanto,
e te estendo a mão, vamos embora.

Vamos de mãos de dadas,
mulher morena de lua, tu também,
vamos cantar uma canção antiga
que leve o Sol às charcas doloridas.
Porque este será um tempo de decisões difíceis.
Vai pela tua intuição, mas vai com jeito,
vai no rumo da entresssombra,
vai no rigor do orvalho,
a arma do amor no punho.
Veste alguma coisa vermelha
(que não seja emprestada)
muda uns móveis de lugar,
planta depressa uma árvore,
não importa que seja em jardim alheio,
e verás florescer a alegria,
cotidiana e fresca,
com a segurança, serena em seu poder,
de que o povo um dia vencerá.

O verão te é propício a descidas da montanha,
mas devagar, antes que o teu canto
seja o da multidão, como é preciso.
Guarda-te da atração
que sobre tua fronte lunada
exerce Leão.

Os astros mais oblíquos, em geral adversos,
de pronto unânimes,
te sugerem viagem
pela América, a nossa.
Vale a pena, Câncer, companheiro,
porque vais encontrar,
na flor de tua rebeldia despertada,
a bela há tanto tempo
adormecida no bosque.

Cuidado! "

O MERCADOR E OS SIGNOS